Enquanto muitos entram em debates para
concluir se pornografia é ou não prejudiciável, a sociedade, igreja e a família
pagam um alto preço com casamentos desfeitos, filhos traumatizados e toda sorte
de crimes sexuais violentos. Sem mencionar os maridos doentes sexualmente,
esposas que servem apenas como objetos de satisfação sexual, filhas que
aprendem que a única maneira de receberem amor é através de sexo e da sedução e
filhos, que aprendem precocemente que ser homem é ser promíscuo.
Não podemos ignorar a luta secreta que muitos
cristãos estão enfrentando, e infelizmente a igreja, de maneira geral, parece
não estar disposta a ajudá-los por não desconsiderar o perigo da pornografia
fácil da internet. Acredito que os pastores e as igrejas cristãs no Brasil
podem fazer algumas coisas, álias muita coisa: ler os estudos e relatórios
sobre os efeitos da pornografia feitos por comissões especializadas; pregar
sobre o assunto e especialmente dar estudos para grupos de homens; desenvolver
uma estratégia pastoral para ajudar os membros das igrejas que são adictos à
pornografia; não esquecer que muitos pastores podem precisar de ajuda eles
mesmos; criar comissões que se mobilizem ativamente contra a pornografia,
utilizando-se dos dispositivos legais que o permitam (uma possibilidade é
encorajar os políticos evangélicos a tomar posições bem definidas contra a
pornografia); desenvolver uma abordagem que trate da sexualidade de forma
bíblica, positiva e criativa; tratar desses temas desde cedo com os
adolescentes da Igreja expondo o ensino bíblico de forma positiva; orar especificamente
pelo problema. Não esquecendo que a família precisa estar alerta de todos esses
males invisíveis que a pornografia oferece.
AS esposas devem ajudar e compreender que as
tentações virtuais são mais intensas nos homens; os pais precisam conscientizar
os meninos de que devem disciplinar aquilo que vêem e as meninas devem estar
atentas de que podem se tornar alvos fáceis para a fantasia dos homens; os
maridos devem evitar qualquer acesso a esses materiais pornográficos. Se o
problema está nas revistas, afaste-se das bancas de jornais e anúncios, ou se é
a internet ou tv por assinatura, desconecte-se. Não se entregue a imoralidade
sexual, mantenha-se distante. Discipline sua mente e seus olhos, pois caso
contrário, você estará escravizado pela pornografia, e estará sempre dependente
dela para se sentir bem. Possivelmente, irá adquiri comportamentos e linguagens
obscenas e indecentes, perderá a dignidade e não será o pai ou o marido que sua
família, igreja e sociedade tanto precisa.

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