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quinta-feira, 12 de abril de 2012

O Sexo na internet: O segredo profano de muitos cristãos.

Sempre ouço dizer que é mais fácil identificar a pornografia do que conceituá-la. Os dicionários nos dizem que pornografia é o caráter imoral ou obsceno de uma publicação. Material pornográfico é aquele que descreve ou retrata atos ou episódios obscenos ou imorais. Esses conceitos não ajudam muito pois definições como "obscenos" e "imorais" são bastante subjetivos no mundo de hoje. Para muitos, Playboy é uma revista pornográfica. Para outros, não é só uma fonte de divertimento. Entretanto, da perspectiva da ética bíblica, o conceito de que a pornografia é obscena e imoral, é mais do que suficiente.

 Atualmente tornou-se fácil alimentar e cultivar a pornografia, principalmente com a chegada da internet que facilitou ainda mais a oportunidade para saciar esse prazer secreto. Com um simples clique no mouse pode-se, sem nenhum esforço, navegar em sites pornográficos, visitar salas de bate papos sexuais com parceiros do mundo inteiro, fotos e vídeos contendo imagens de excitantes corpos femininos.
Enquanto muitos entram em debates para concluir se pornografia é ou não prejudiciável, a sociedade, igreja e a família pagam um alto preço com casamentos desfeitos, filhos traumatizados e toda sorte de crimes sexuais violentos. Sem mencionar os maridos doentes sexualmente, esposas que servem apenas como objetos de satisfação sexual, filhas que aprendem que a única maneira de receberem amor é através de sexo e da sedução e filhos, que aprendem precocemente que ser homem é ser promíscuo.

 A pornografia é quase inescapável e avança impiedosamente, atingindo também a televisão e as revistas. Para todos os lugares onde olham os homens se confrontam com imagens de mulheres nuas e sedutoras. Catálogos de roupas femininas, cenas de novelas, filmes, realitys show, programas de auditórios com suas bailarinas semi nuas ,e até mesmo as mocinhas e super heroínas mais “inocentes” dos programas de televisão e revistas em quadrinhos possuem os seis grandes, lábios carnudos e sensuais e com o mínimo de roupa.Não esquecendo dos sistemas "pay-per-view” dos canais de tv a cabo e exposições de arte eróticas, que demonstram não haver limites para à criatividade do homem em utilizar-se dos avanços tecnológicos para a difusão da pornografia. Com todo esse banquete de ofertas insinuantes, o homem, cristão ou não, não encontra dificuldades de viajar no delirante cenário de fantasia sexual, satisfazendo todos os seus mais ocultos e incontroláveis desejos.

 Desfrutar deliberadamente de material pornográfico é afrontar todos os princípios bíblicos estabelecidos por Deus para proteger a família, a pureza e os valores morais. Aquele que é viciado em pornografia torna-se dependente da fantasia sexual da mesma maneira que um viciado ou alcoólatra não consegue viver sem o álcool ou a droga. Além de ser um círculo vicioso, a pornografia também é uma bola de neve, porque não basta somente ver, o próximo passo é praticar, levando para o leito conjugal ou praticando fora do casamento.
Não podemos ignorar a luta secreta que muitos cristãos estão enfrentando, e infelizmente a igreja, de maneira geral, parece não estar disposta a ajudá-los por não desconsiderar o perigo da pornografia fácil da internet. Acredito que os pastores e as igrejas cristãs no Brasil podem fazer algumas coisas, álias muita coisa: ler os estudos e relatórios sobre os efeitos da pornografia feitos por comissões especializadas; pregar sobre o assunto e especialmente dar estudos para grupos de homens; desenvolver uma estratégia pastoral para ajudar os membros das igrejas que são adictos à pornografia; não esquecer que muitos pastores podem precisar de ajuda eles mesmos; criar comissões que se mobilizem ativamente contra a pornografia, utilizando-se dos dispositivos legais que o permitam (uma possibilidade é encorajar os políticos evangélicos a tomar posições bem definidas contra a pornografia); desenvolver uma abordagem que trate da sexualidade de forma bíblica, positiva e criativa; tratar desses temas desde cedo com os adolescentes da Igreja expondo o ensino bíblico de forma positiva; orar especificamente pelo problema. Não esquecendo que a família precisa estar alerta de todos esses males invisíveis que a pornografia oferece.

AS esposas devem ajudar e compreender que as tentações virtuais são mais intensas nos homens; os pais precisam conscientizar os meninos de que devem disciplinar aquilo que vêem e as meninas devem estar atentas de que podem se tornar alvos fáceis para a fantasia dos homens; os maridos devem evitar qualquer acesso a esses materiais pornográficos. Se o problema está nas revistas, afaste-se das bancas de jornais e anúncios, ou se é a internet ou tv por assinatura, desconecte-se. Não se entregue a imoralidade sexual, mantenha-se distante. Discipline sua mente e seus olhos, pois caso contrário, você estará escravizado pela pornografia, e estará sempre dependente dela para se sentir bem. Possivelmente, irá adquiri comportamentos e linguagens obscenas e indecentes, perderá a dignidade e não será o pai ou o marido que sua família, igreja e sociedade tanto precisa.




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