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terça-feira, 17 de abril de 2012

Homossexualidade - Conclusões e considerações pessoais

A sexualidade humana ocupa um lugar central na personalidade. Discutí-la com isenção de preconceitos e imparcialidade é tarefa difícil, de competência mais dos anjos, assexuados, que dos homens.

Os temos sexuais são sempre polêmicos, porque mexem com nossos sentimentos, expõem nossos instintos, revivem nossos complexos e suscitam conflitos morais em nosso íntimo, pois todos temos problemas ainda não solucionados na esfera da sexualidade.

Refletir sobre o homossexualismo é duplamente problemático, quer por ser um dos mais desconhecidos aspectos da expressão sexual humana, quer por envolver conflitos morais insuperáveis. Não podemos, no entanto, deixar de lado um assunto tão relevante, refugiando nas tradições ou flutuando ao sabor dos modismos. Importa-nos conhecer o melhor possível as várias facetas do homossexualismo para assumirmos uma posição definida e clara, o que não nos eximiremos de fazer agora.

A existência de relatos de atividade homossexual em algumas espécies de animais não serve, em absoluto, para justificar a “naturalidade” do homossexualismo humano. Em biologia, o homossexualismo constitui uma aberração, já que contraria o propósito básico da natureza – a reprodução. Sem a atividade heterossexual normativa as espécies desapareceriam.

O homossexualismo humano carece de sentido biológico, contraria a destinação anatômica dos órgãos genitais e impede a procriação. Teoricamente, uma sociedade que adotasse o homossexualismo como norma de comportamento estaria fadada à extinção.

Não há, até o presente, evidências de que o comportamento homossexual seja causado primordialmente por anormalidades orgânicas, constituídas por determinantes genéticos ou hormonais. Tudo leva a crer que, tal como nas espécies inferiores, o ser humano nasce aparelhado físico e psiquicamente para exercer atividades da natureza heterossexual. A alegada existência de “invertidos”, isto é, de pessoas que nascem com o embrião da preferência homossexual, carece de comprovação científica.

São incomuns os problemas médicos relacionados ao lesbianismo. Em contrapartida, a prática homossexual masculina implica grandes riscos de traumatismos anorretais e de doenças sexualmente transmissíveis, mormente nos grupos de elevada e promíscua atividade sexual.

A comunidade médica e as autoridades sanitárias do mundo inteiro preocupam-se muito, atualmente, com o crescimento desenfreado de alguma das doenças sexualmente transmissíveis, particularmente AIDS, mas também sífilis, gonorréia, herpes genital, hepatite B e citomegalovirose, entre outras, que têm nas comunidades homossexuais seus principais transmissores e maiores vítimas.

Os intricados mecanismos psicossexuais que determinam a aquisição da preferência homossexual não são completamente conhecidos. Sabe-se, porém, que o ambiente familiar vivenciado pela criança em seus primeiros anos exerce poderosa influência em sua sexualidade. A instalação e o desenvolvimento da preferência homossexual ocorrem na infância, enquanto as atividades homossexuais iniciam-se geralmente na adolescência. Segundo a Dra. Elizabeth Moberly: “... a orientação homossexual não depende de predisposição genética, desequilíbrio hormonal ou processo anormais de aprendizado, mas de dificuldades na relação da criança com seus pais, especialmente nos primeiros anos de vida. O princípio subjacente é que o homossexual – seja homem ou mulher – sofreu as conseqüências de um relacionamento deficiente com o genitor de mesmo sexo; e faz uma tentativa de reparar no homossexualismo essa deficiência...”

O homossexual é um indivíduo incompletamente desenvolvido no aspecto psicossexual. Busca em seu igual o que não tem coragem e estrutura para encontrar no outro, que lhe é diferente. O amor homossexual é um amor egoísta, de cunho narcisista, voltado para si mesmo e para a satisfação de seus caprichos. Não deixa de ser uma forma de amor, mas infantil e distorcida.

O homossexual é também uma pessoa imatura afetivamente. Em seu comportamento formal, social, isso pode passar sem ser notado, mas na sua intimidade o que se encontra é um indivíduo freqüentemente ansioso e muito vulnerável às frustrações amorosas, presa fácil da depressão e da euforia, tal qual um adolescente.

Ousamos afirmar, tal como tantas autoridades no campo da Psicologia, que o homossexual é, antes de tudo, um doente (emocional, espiritual, afetivo...) e, como tal, passível de tratamento e cura.

Tem-se afirmado que o homossexualismo é a superação de um heterossexualismo decadente e que a expansão do homossexualismo caracterizará a sociedade do futuro. Na verdade, se isso realmente ocorresse, a sociedade não sobreviveria, porque a mola propulsora de qualquer sociedade é o relacionamento heterossexual. A família é a célula da sociedade, agora e em qualquer época através da História. O que caracteriza a família é a união de um homem com uma mulher, que geram uma prole. Assim, quer em regime de monogamia, a união conjugal e a prole constituem a unidade que dá a estrutura de toda a sociedade.

O comportamento sexual humano é, em grande medida, o contrário do que ocorre em outras espécies, aprendido e não somente instintivo. Mas é também instintivo e, ao que tudo indica, à luz dos conhecimentos da Biologia e da Psicologia, de natureza heterossexual predominante. Não nos é possível, portanto, aceitar a tese de que a preferência sexual de um indivíduo depende da resultante de forças de socialização a que ele foi submetido na infância e que a opção homossexual é socialmente tão válida quanto a preferência heterossexual.

Cremos que as forças de socialização são mais fortes no sentido heterossexual justamente porque as forças instintivas operam nessa direção. Cremos também que a repressão social ao homossexualismo, pelo menos nas sociedades que sobreviveram, reflete, antes, as pressões da natureza para a preservação da espécie humana, não sendo somente um estigma de uma sociedade ainda não completamente “liberada”.

... Deus, na sua infinita sabedoria, criou os machos e fêmeas, um para o outro, diferentes, porém complementares e ordenou-lhes que fossem fecundos, procriando (Gn 1.27,28; 2. 23, 24).

Na relação homossexual dos princípios estabelecidos por Deus, desde o início da humanidade, são desrespeitados: dois iguais se unem e a procriação é impossível...

Diante de Deus, o homossexualismo constitui uma abominação, uma condição inaceitável, enquanto prática. Deus não condena a preferência homossexual de uma pessoa, que por ela não pode ser responsabilizada, mas sim a maneira como dela se utiliza. De modo semelhante, Deus condena o pecado em qualquer de suas manifestações, sexuais ou não, homossexuais ou heterossexuais.

Aos cristãos homossexuais praticantes cabe o arrependimento, que significa não somente reconhecer seu pecado, mas também deixá-lo. (Deixar a prática homossexual não depende de vocação ou de um dom especial, é apenas uma questão de vontade, obediência, maturidade e responsabilidade). Suas alternativas legítimas são a busca do tratamento psicológico e espiritual para a mudança da orientação sexual – o que muitos conseguem – ou na vida celibatária, segundo o modelo de muitos cristãos de ontem e hoje.

Aos homossexuais não cristãos, mais do que conselhos e recriminações, a igreja deve pregar o Cristo que liberta e que salva, também do homossexualismo.

A posição tradicional da igreja tem sido negativa, infelizmente: rejeição, hostilidade, ridicularizarão, perseguição e homofobia, termos estes criados para cunhar o medo neurótico e aversivo aos homossexuais. Sua atitude hostil tem promovido o isolamento cada vez maior dos homossexuais em sua subcultura, onde o fato central de sua existência passa a ser sua própria homossexualidade. As dezenas de milhões de homossexuais que existem no mundo moderno estão a espera de um ministério adequado às suas necessidades e aos seus clamores, dos quais o maior é sua carência de amor. A Igreja de Jesus Cristo pode e deve servir como a família do homossexual, a comunidade onde ele pode encontrar companheirismo e afeto permanentemente, o que constitui a base de sua recuperação.

Jesus deixou-nos o modelo de atitude para lidar-nos com o pecado da homossexualidade. Na ocasião em que teve nas mãos a oportunidade de condenar a mulher adúltera, atirando-lhe a primeira pedra, não fê-lo. Aceitou-a como era, tratou-a com amor e respeito, recusou-se a julgá-la. Mas não rebaixou seus padrões morais. Disse-lhe: “Nem eu tão pouco te condeno; vá e não peques mais”. João 8.11

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