Nunca vou esquecer o dia que eu ouvi aquelas palavras. Para mim nunca houve uma dor tão grande como a aprendizagem que o filho só, aos dezesseis anos, decidiu que ele era homossexual!
“Como isso pode acontecer na nossa família, nós somos cristãos! Como pode, meu filho fazer isso comigo? Nós sempre fomos tão amigos...!”
Eu estava desesperada, meu coração parecia sangrar por dentro. Pensei que nunca mais poderia ser a mesma. Eu precisava de ajuda ou de informações, mas tinha vergonha de perguntar para ele e na igreja, não vi ninguém qualificado, que compreendesse com clareza a questão da homossexualidade.
Mas eu aprendi a confiar mais em Deus.. Eu não tive escolha. Ele traz a vida em qualquer situação e eu senti que ia morrer, por vezes, desejando que eu poderia morrer.
Desde aquele tempo eu cresci como um cristão e aprendi muitas coisas. Deus tem usado o meu sofrimento para ajudar os outros, tornando-se bom, desta vez dolorosa.
Convido você a passar algum tempo para conhecer a Deus de maneira mais profunda e ter um dia de cada vez. Que Deus te abençoe e te guarde por esse momento difícil.
O comportamento dos filhos não significa necessariamente que os pais falharam. Nosso valor como pai não depende das escolhas dos filhos. Eu não tenho filhos biológicos, mas tenho filhos espirituais e, através deles, tenho aprendido que não somos responsáveis pelo que não podemos controlar. Não podemos controlar as tentações dos filhos, nem como eles reagem às tentações. Não podemos controlar a santidade deles e tampouco decidir ou influenciar em seu livre arbítrio. A melhor maneira de reconquistar o controle, não é manipular, ameaçar, gritar, proibir de sair de casa ou bater. Nada disso funciona. O filho continua rebelde e começar a odiar os pais por lhe negarem ajuda e orientação no momento crucial de sua vida. A melhor maneira é amá-lo, esquecendo a questão dele ser homossexual, mas lembrando que antes de tudo ele é filho de vocês. Dito assim parece fácil, mas sei que não é.
Sabemos que criar os filhos em um ambiente saudável e santo, baseado em princípios bíblicos, hoje se transformou em uma tarefa bastante árdua e difícil. Muitos pais não sabem, mas a atração homossexual pode surgir de trauma da infância, no qual está ausente o referencial certo para o desenvolvimento heterossexual da criança e, às vezes, o próprio pai, ou mãe, contribuíram para isso, mesmo involuntariamente.
Alguns pais negligenciam o cuidado, amor e atenção que os filhos necessitam na fase em que está sendo formada sua sexualidade e personalidade. Na fase da infância, especialmente na transição para adolescência, é que o filho necessita de pais mais presentes. Pois, os filhos são como argila moldável. Tudo que vivenciam na infância e adolescência fica marcado para sempre dentro deles. Precisamos encarar a realidade, e não adianta fingir que nunca erramos ou que criamos os filhos perfeitamente! De alguma maneira os pais falham com os filhos e causam algum tipo de sofrimento.
Existem situações lamentáveis em que os pais, mesmo conhecendo as Sagradas Escrituras e freqüentando uma igreja, decidem rejeitar ou negligenciar ajuda ao filho, quando percebem nele, os primeiros indícios da inclinação para homossexualidade. Essa percepção ocorre geralmente quando o menino, antes ou durante a adolescência, está se comportando e usando roupas e acessórios comuns ao sexo oposto, ou seja, meninos afeminados, que gostam de vestir roupas da mãe ou das irmãs, usam maquiagens e brincam de casinha ou bonecas; meninas que gostam de agir e usar roupas dos pais e irmãos, preferindo brincadeiras, geralmente masculinas. Contudo não podemos ser ingênuos ao ponto de estereotipar o desenvolvimento da homossexualidade ou lesbianismo. Nem todos começam a vida gay dessa maneira, pelo contrário, há meninos muito masculinos e meninas muito femininas que podem vir a assumir o estilo gay na fase adulta. E outros que, mesmo tendo as atitudes e trejeitos do sexo oposto, não se tornarão homossexuais. Mesmo assim, os pais têm que estar atentos, mas sem pânico.
Os pais que não sabem lidar com essa situação, não compreendem o que está acontecendo com o filho, por isso brigam e agridem constantemente, ou tentam obrigá-los a mudar de opção sexual na marra, apenas facilitam a entrada dos filhos na homossexualidade ao invés de ajudá-los. Assim o filho, sem ter ajuda e orientação precisa fica entregue à própria sorte e às ofertas pecaminosas deste mundo, que o afundarão ainda mais no abismo da homossexualidade. A barreira que se levanta entre pai e filho dificulta, se não impossibilita, qualquer entendimento entre eles.Quando nenhum dos dois está aberto a uma conversa franca, a tendência é, gradativamente, se agredirem e se afastarem, formando uma cadeia de conflitos e traumas que dificilmente poderá ser apaziguada.
A solução desse problema começa quando os pais decidem enfrentar a realidade da situação. Precisam ser bastante fortes, para superar seus próprios temores e ajudar o filho a enfrentar os seus. Terão que superar verdadeiras montanhas russas de altos e baixos emocionais, mas todas as vezes que eles entregarem a situação - e o próprio filho - nas mãos de Deus, com certeza, serão envolvidos por uma Paz que lhes trará novas forças para lutarem.
Mantenha-se submisso à vontade de Deus. Às vezes, os traumas familiares nos aproximam até Deus ou nos distanciam. Decida seguir o caminho certo. Adore ao Senhor e peça para Ele curar as feridas, renovando o entendimento. Certamente o príncipe das trevas está dando o melhor de si para destruir a tua família, através dessa situação. Mas quando os pais descansam e confiam na vontade de Deus, as forças malignas são enfraquecidas e a vitória chega mais depressa. Confie plenamente que Deus agirá no tempo Dele, e aprenda as lições que Ele quer ensinar a você e a seu filho nesse conflito.
Mesmo sob impacto emocional, gerado pela mágoa, decepção ou vergonha, os pais precisam entender que os filhos não escolheram ter sentimentos e desejos homossexuais. Pelo contrário, alguns gays preferiam nunca sentir atração pelo mesmo sexo. As pessoas tomam consciência dos sentimentos e desejos gays, ainda na puberdade, e nessa fase tão cheia de confusão e dúvidas, eles desconhecem as causas e conseqüências da homossexualidade. Eles apenas seguem o que sentem. Acreditam que já nasceram gays, e com o constante incentivo da sociedade e mídia, decidem equivocadamente "sair do armário”. Aprenda a tomar decisões certas, coerentes com a voz do Espírito Santo, esteja sempre disposto a conversar e esclarecer não apenas as dúvidas do filho, mas as suas também.
Transmita todo seu amor incondicional, não importa o que esteja acontecendo. É esse amor incondicional que você precisa derramar sobre o seu filho, e curar possíveis áreas de rejeição e abandono. Muitos gays masculinos e femininos nunca sentiram amor e carinhos dos pais, ou foram criados com pais controladores e autoritários ou não tiveram a presença de um deles, pai ou mãe. Isso faz com que a dor e revolta contra os pais sejam ainda maiores.
Há duas coisas que libertam uma vida: guerra espiritual, através de oração e jejum; e declaração de amor, através de gestos e palavras. Se você o ama, não se importe com a condição, ame-o demasiadamente. O amor liberta. Mesmo que o filho esteja amarrado em profundas cadeias de pecado, você deve cumprir com o papel mais lindo e importante que Deus lhe deu: Amar o filho incondicionalmente. Se você condiciona teu amor de pai à homossexualidade de seu filho, então você realmente tem dificuldades em ser um verdadeiro pai.
Converse abertamente sobre essa preferência sexual: fale do salário do pecado; das conseqüências de agir contra a vontade de Deus; e dê esperança de transformação através de Jesus. Sabemos que algumas das atitudes, mesmo não sendo propositais, acabam prejudicando a conduta emocional e sexual do filho. Portanto, se for preciso pedir perdão e reconhecer que errou, faça! Isso não é um ato de fraqueza, nem vai denegrir a sua autoridade como pai, mas é uma tentativa amadurecida de acertar. E, com certeza, vai causar impactos no coração dele.

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